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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Akihabara: A meca dos Nerds!

Ser um nerd não é exatamente um elogio. São incontáveis os círculos sociais em que somos submetidos a constrangimentos e olhares de desprezo por preferirmos os computadores às pessoas, o isolamento ao convívio social.
O gosto por seriados de TV, roupas com ícones de games e a aversão aos exercícios físicos que compõem o imaginário do que é um nerd não formam, nem de longe, o tipo de cara que é popular entre as garotas e admirado por seus pares. Para evitar as piadas, há quem guarde com discrição seus bonecos do Star Wars ou evite espalhar por aí o nome do RPG que está jogando com os amigos.
Há um pequeno recorte no mundo, no entanto, onde ser nerd e professar sua condição de forma orgulhosa é um ato livre de julgamentos e preconceitos, a cidade eletrônica de Akihabara, no centro de Tóquio.
Todas as manhãs, pontualmente às 8 horas, as lojas de Akiba, como o bairro é apelidado por seus freqüentadores, erguem as portas para receber as mais de 150 mil pessoas que cruzam diariamente as lojas, corredores, avenidas e quiosques do bairro mais plugado do mundo, alimentado por duas linhas de metrô e um infinito de ciclovias que convergem para lá.
Em dias de lançamento da indústria de games, algumas lojas abrem mais cedo, pressionadas por pequenas multidões de geeks que, muitas vezes, viram a noite nas ruas de Akiba para serem os primeiros a comprar a novíssima versão de jogos da Konami ou Nintendo.
Para um explorador gaijin circulando pelas milenares ruas da cidade elétrica, a primeira sensação é de deslumbramento. Akihabara é tudo que nós, estrangeiros, imaginamos do Japão: luminosos que nunca apagam, tecnologia transbordando pelas janelas, multidões a passos apressados e dezenas, centenas, milhares de japoneses com os olhos vidrados nas telinhas brilhantes de seus smartphones ou games portáteis.
A segunda sensação, mais marcante, é de estranheza. Como podem as lojas expor seus notebooks, celulares e câmeras fotográficas em bancas sob as calçadas? Não há por aqui nenhum espertalhão que arrisque sacá-las das bancadas e sumir na multidão?
De acordo com a polícia metropolitana de Tóquio, só duas tentativas de furto são anotadas a cada semana em Akiba, índice insuficiente para dissuadir as lojas de deixar seus gadgets tão expostos. A explicação para o baixo índice de roubos vai além da fama de honestidade dos japoneses. O valor dos eletrônicos não é alto e as penas para trombadinhas são duríssimas.
Um celular usado (que dirá roubado) não é revendido por mais de US$ 5. Um netbook novinho, vale US$ 200, sem origem, então, o preço desaba. Simplesmente o risco de roubar é alto demais para a pouca lucratividade que o crime traria.
Numa tradução livre, Akihabara quer dizer “Folha caída do outono”, referência à era medieval do bairro, que já abrigou um templo xintoísta e teve mais árvores que computadores. No pós-guerra, a região foi tomada por pequenos vendedores de artefatos eletrônicos, como cabos de energia, tubos de TV e rádios de fita cassete. O boom de companhias como Sony, Sharp e Fujitsu nos anos 80 transformou radicalmente a paisagem em Akiba, que cedeu espaço a arranha-céus ocupados por lojas de departamento e consumo de eletrônicos.

Fonte: Info Exame

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